Está no ar a nova edição da Revista Parafina, Surf, Cultura, Esportes e Comportamento, 100% Free. Na "Saideira" desse mês, resolvi falar sobre um tema "polêmico" o anti-doping e seus reflexos no mundo do surf. Deu curiosidade? Corre lá que têm muita coisa boa pra ler e ver na Revista Parafina! E é Free!!
Quer ficar mais um pouco e ler o que eu escrevi no mês passado:
SAIDEIRA - PARAFINAmag #44
BLUE "SURFING" CHIPS 2012por Mario “MaiNe” Moraes
Em 1999, época em que Medina tinha apenas 5 anos, Mineirinho com 12 ganhava seus primeiros títulos de Campeão Paulista Estreante e Iniciante e Slater já com 6 títulos Mundiais abandonava o Tour por achar que a competição estava sem graça, começava aqui no Brasil a implantação de um sistema chamado "Home Broker" cujo discurso de lançamento era facilitar o acesso de pessoas normais ao até então inacessível e misterioso "Mercado de Capitais". Porém, essa história não foi tão simples assim, a coisa veio funcionar mesmo só em meados de 2008 e mesmo assim, para entrar nesse jogo, além do computador, essas pessoas "normais" precisavam ter dinheiro sobrando, ou seja, uma realidade muito distante da grande maioria dos cidadãos "normais" brasileiros. Mesmo assim, acho que muitos de vocês já devem ter visto esse "brinquedinho" funcionando, só que sem se ligar do que se tratava, tipo no computador do chefe, ou daquele amigo, digamos, mais abonado, ou até na fila do banco, numa dessas salinhas que criaram só pra isso, é quase como um vídeo game, fica aparecendo no monitor um monte de gráficos, siglas e números, que pra leigos como eu não dá pra entender absolutamente nada, pois é, você nunca ouviu falar desse troço e não tá entendendo nada, fica tranquilo, relaxa, isso foi apenas uma introdução, afinal, como vocês podem ver ao final da coluna, após o meu nome está escrito "colunista para assuntos variados" e assim o sendo procuro sempre trazer aqui temas diferentes e com o desenrolar do texto vou fazendo uma conexão com aquilo que mais gostamos, ou seja, o bom e velho surf. Assim, feita essa explicação, gostaria de pedir permissão pra sentar ao lado de vocês no outside virtual da ParafinaMag, voltando para mais uma temporada nas salgadas páginas da "Nossa Revista"! Aloha Crew! I'm Back! Agora, voltando só mais um pouquinho ao mundo das ações. Existe um termo muito utilizado nesse tal de “Mercado” que são as "Blue Chips" traduzindo ao pé da letra seriam "Fichas Azuis" isso porque a origem dessa expressão veio dos cassinos, das mesas de pôquer, onde as "Fichas Azuis" são as mais valiosas e por analogia esse termo acabou sendo empregado para designar ações de empresas bem estabelecidas, de grande porte, com comprovada lucratividade e boa situação econômica. Assim, podemos traduzir "Blue Chips" como "Ações de Primeira Linha" por isso as mais procuradas e com mais negócios realizados diariamente. E ai você meu amigo leitor me pergunta: - Mas o que isso tudo tem a ver com surf? E eu respondo: - Por enquanto nada, mas... Como essa é a primeira edição de 2012, momento em que costumamos fazer algumas projeções para o ano que está começando, resolvi escrever aqui minha lista das "Blue Surfing Chips 2012", ou seja, o que eu acredito que irá se consolidar como "Primeira Linha" no universo do surf durante esse ano. Quer arriscar seus palpites também? Pega um papel, faça sua lista e em dezembro a gente confere! Vamos lá então, começando pelo surf competição: onde acredito que a grande "barbada" do ano atende pelo nome Gabriel Medina, mas para variar o "portfólio" colocaria também uma boa quantidade de fichas em Slater, Taj, Owen, Jordy e com toda certeza Adriano! Como "zebras", se é que da pra chama-los assim, meus palpites são Alejo, Wilson, John Florence, Pupo e o estreante Kolohe. Já no mundo do freesurf: enquanto Dane Reynolds não se decide, o negócio é apostar em Stephan "Fun" Figueiredo, Marcos "Sifu" Menezes e Dave “Rasta” Rastovich que com certeza seu investimento terá um retorno garantido. Agora, quem ainda não navegou nesses mares e quer arriscar um pouco mais, vale a pena entrar nos YouTubes ou Vimeos da vida e fazer uma busca por Craig Anderson, Ozzie Wright, Chippa Wilson, Hugues Oyarzabal, Ry Craike, entre outros, que vocês irão encontrar imagens incríveis. No segmento big waves: quem chegou com tudo foi Felipe "Gordo" Cesarano e o que não lhe falta é coragem e vontade de buscar seu espaço nesse terreno de monstros como Garrett McNamara, Carlos Burle, Greg Long, Jamie Sterling, Danilo Couto e tantos outros que desde já peço desculpas por não citar aqui, porém, não seria justo fechar essa lista sem lembrar a nossa musa "big rider" Maya Gabeira e falando "nelas" no surf feminino me arrisco a dizer que Carissa Moore causará para as mulheres o mesmo impacto que Slater no masculino, ou seja, irá ocupar o primeiro lugar durante muitos e muitos anos. Como coadjuvantes eu apostaria ainda no enorme talento de Stephanie Gilmore, na brasileiríssima Silvana Lima e na excelente rookie Tyler Wright. Pra finalizar, saindo das pessoas, vamos mergulhar um pouco na indústria do surf: onde acredito que cada vez mais teremos peças confeccionadas em tecidos com stretch, com secagem rápida e principalmente feitos a partir de fibras de materiais ecologicamente corretos como garrafas PET, bambu e algodão orgânico. Seguindo nessa mesma pegada, será cada vez maior a substituição da resina de poliéster pela resina epóxi, das parafinas atuais cuja base é o petróleo pelas produzidas com cera de abelhas, carnaúba e outras matérias primas naturais e biodegradáveis, bem como uma adaptação gradativa de todos os produtos que hoje são manufaturados utilizando plásticos, borrachas, neoprenes e demais derivados de origem petroquímica, por equivalentes criados a partir de outras fontes como o amido termoplástico extraído de plantas como o milho, o arroz e a mandioca, o neoprene ecológico à base de carvão de bambu transformado em pó através de nanotecnologia e tantas outras opções que felizmente estão surgindo, para combater os reflexos devastadores do dominante “capitalismo selvagem” que assola o nosso planeta. Na minha visão, a indústria do surf tende a caminhar para esse lado ecologicamente correto, não só por conta da preocupação com o futuro do planeta, mas também para evitar a enorme onda de pirataria que ocorre em torno das grandes marcas, afinal, foi-se o tempo em que os empresários de surfwear tinham como um de seus objetivos apoiar o crescimento do esporte e consequentemente a cultura surf. Atualmente e infelizmente, eles não estão nem ai para esses aspectos, até por isso desse mercado estar cada dia mais sem identidade, perdendo suas origens e valores. Mas isso é papo pra outro dia, façam suas apostas, continuem ajudando a preservar o futuro do planeta, Keep Surfing, Mahalo, Paz!
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